Depoimentos Saudosos 05

Dez Anos sem uma Escola Inovadora (IstoÉ)                                                                                * Artigo da Revista IstoÉ - 29/12/1979


Pedro Paulo Manus; 

Ministro do TST - Turma de 62 – GEVOA                                                  

Pedro Paulo Teixeira Manus foi Professor Titular de Direito do Trabalho; mestre pela USP, doutor e livre-docente pela PUC-SP. Secretário da primeira Diretoria da Apropuc (1978 a 1980), chefe do Depto. II da Faculdade de Direito (1997 a 2005), diretor da Faculdade de Direito desde 2013. 

Era vice-reitor e foi diretor da Faculdade de Direito..     

Fora da Universidade, foi ministro do Tribunal Superior do Trabalho (2007 a 2013), desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª. Região (1991 a 2007), juiz do Trabalho (1980 a 1991). Advogado e consultor jurídico, desde 2013. Manus era também autor de diversos livros.


Fragmentos - Dez anos sem uma escola inovadora

Pedro Paulo Manus


Artigo da Revista IstoÉ - 29/12/1979

 

O Vocacional


“Como o currículo fugia às regras, muitas vezes os alunos tinham dúvidas sobre a espécie de formação que estavam recebendo. “Principalmente a partir da terceira série começavam a surgir muitas dúvidas entre nós”, conta Pedro Paulo Manus, assistente de juiz do Tribunal do Trabalho, diretor da Associação de Professores da PUC, aluno da primeira turma do colégio vocacional. “Quando meus irmãos que estudavam em outras escolas perguntavam quantos ossos tem o dedo mínimo, eu me sentia inseguro. Eu não havia aprendido isso e me perguntava se conseguiria sair bem no colegial, que teria que ser feito em outra escola.”


Também se envolveu numa verdadeira "revolução juvenil" na escola em que fez o ginásio. Era uma experiência, o Serviço de Ensino Vocacional, criada por professores como Joel Martins, Maria Nilde Mascelani e Maria da Glória Pimentel (os três também foram docentes da PUC-SP), em que todas as matérias giravam em torno de estudos sociais, com base em trabalhos de grupo e escolhas dos alunos. "Estávamos em 64 quando os militares acusaram a escola de ser um ‘antro de subversão’ e proibiram-na de funcionar. Mas nós, da 4ª série, nos mobilizamos e não deixamos o colégio parar. Demos aula para os alunos de outras séries e enviamos cartas aos pais pedindo para que eles mandassem os filhos para a escola. Ficamos assim por 15 dias, e isso deu força para a direção convencer as autoridades de que tinha que voltar a funcionar. E conseguimos", relata Pedro Paulo Manus.


*Prof. Pedro Paulo Teixeira Manus, falecido em 25/12/2021

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